terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ética na escola

Terezinha Azerêdo Rios é graduada em Filosofia e doutora em Educação.

Linhas e entrelinhas    

Partilhar a reflexão e o prazer proporcionados pela literatura em reuniões pedagógicas permite construir novas vivências

 Nunca é demais repetir que no espaço da ética se aponta para a construção de experiências compartilhadas, do convívio solidário, da alegria e da vida boa. Promover a presença de tudo isso na escola exige da equipe gestora um esforço em descobrir ou inventar formas de reunir a comunidade nessa vivência. Uma delas é explorar a leitura, buscar a literatura (essa arte vital) e fazê-la entrar na escola não apenas pelos livros recomendados aos alunos mas também nos encontros de todos - particularmente nas reuniões pedagógicas.

Ouve-se muito que os jovens não se interessam por leitura, que não gostam de ler e que os professores não os estimulam. Porém pouco se fala sobre a dedicação dos gestores a essa mesma atividade. O que - e quanto - diretores, coordenadores pedagógicos e supervisores escolares leem? Sabemos dos empecilhos: livros caros e tempo restrito, entre outros. Contudo, sempre há alternativas para superar esses limites. É preciso criá-las.

O escritor angolano Valter Hugo Mãe, em sua obra O Filho de Mil Homens, fala do poder terapêutico da leitura. Diz ele que, ao fazer um diagnóstico, os médicos deveriam perguntar: "Há quanto tempo você não lê um livro?" e recomendar um texto literário como atalho para a cura. Pode parecer exagero, mas quem experimenta esse prazer entende bem o que diz Mãe. Fico contente quando leitores afirmam que gostam do que escrevo e se sentem provocados por ideias que compartilho. Pois minha satisfação será maior se meus textos os levarem a outros: os de filosofia e pedagogia, sim, mas especialmente os de literatura, nos quais esses saberes - e tantos outros! - podem estar presentes, num encontro agradável.

Não se trata de recorrer aos livros como um pretexto para discutir certos temas já definidos ou de buscar a "moral da história". O texto literário permite exercitar um direito fundamental: apropriar-se do patrimônio cultural construído historicamente. E trazer para a escola, num gesto educativo, as múltiplas faces do mundo e do tempo, como afirma a escritora carioca Ana Maria Machado.

Fico imaginando como seria interessante uma reunião na qual se proponha a discussão de um texto literário e se investiguem linhas e entrelinhas para descobrir possíveis perguntas de caráter pedagógico respondidas por ele, sem se basear em questões prontas. A leitura e a discussão desvendariam indagações ainda não formuladas, que abririam caminhos para reflexões. Tomemos como exemplo a crônica O Conteúdo dos Bolsos, de Luiz Fernando Veríssimo. O autor nos leva a perceber etapas da história de um indivíduo nos contando apenas o que há em seus bolsos em vários momentos. Podem ser muitas as questões pedagógicas. Eu destacaria algumas: que tipo de cultura e de educação leva uma pessoa a guardar certo objeto no bolso? Que valores sinalizados no comportamento dela são indicativos da escola que frequentou?

Esse exercício traz o desafio de identificar a presença da ética no conteúdo dos livros, na discussão que eles provocam, no prazer que se experimenta e nas atitudes que daí podem derivar. Para quem pensa que a ética se reduz a algo relacionado com normas e controle de comportamento, essa pode ser uma bonita lição a ser aprendida.
 
Terezinha Azerêdo Rios (novaescola@atleitor.com.br)

sábado, 16 de abril de 2011

       
A riqueza e a pobreza

Um dia, um pai de família rica levou seu filho para o interior com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre.
Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
__ Como foi a viagem?
__ Muito boa, papai!
__ Você viu como as pessoas pobres podem ser? __ O pai perguntou.
__ Sim.
__ E o que você aprendeu?
O filho respondeu:
__ Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.
Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato. O filho acrescentou:
__ Obrigado, pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos!



"A riqueza consiste muito mais no desfrute do que na posse".
Tudo o que temos depende da maneira como olhamos para as coisas.
Se temos amor, amigos, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, temos tudo! Se somos "pobres de espírito", não temos nada.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O AMOR PELA EDUCAÇÃO

Educar, para quê?

 Esta é uma pergunta muito bem feita ao mundo em que vivemos. É uma questão que nos coloca diante da necessidade de um projeto para a educação que queremos. 
Mas antes de qualquer coisa, também precisamos saber o que queremos, ou se queremos, alguma coisa. Porque se queremos, então, tem sentido fazer educação, pois sabemos para que educar. Portanto, perguntando o que eu quero para o meu tempo, posso responder, reflexivamente, eu quero a justiça no meu país, eu quero a paz, eu quero a cidadania construindo-se e sendo exercida, quero o respeito ao meu semelhante, à natureza, à vida; quero liberdade.
A educação é o lugar daqueles que acreditam em sentido para a vida. Por isso, fazer educação é construir no caminho que leva ao sentido. Só educamos porque aceitamos que a educação é necessária para a construção do espaço em aberto que somos nós mesmos.
O desafio que se coloca para nós é o da educação para a liberdade. Precisamos plantar sentido para viver, para que a educação mesma tenha sentido. Como fazer isso? Como despertar nas crianças e nos jovens a capacidade de se perguntarem pela vida, pela paz, pela justiça, pela beleza, pelo amor? Como prepará-los para a vivência da individualidade na universalidade, como ser indivíduo com o outro?

Custódio Luís Silva de Almeida

quarta-feira, 16 de março de 2011


A Pedra
 
O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual. Quanto à sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.

Abençoado dia pra todos!!!






AUTO-CONFIANÇA

As pessoas estão sempre culpando suas circunstâncias pelo que elas são. Eu não acredito em circunstâncias. As pessoas que progridem neste mundo são as pessoas que se levantam e procuram pelas circunstâncias que elas querem, e, se elas não conseguem encontrá-las, elas as fazem.
                                                                                               
                                                                              (George Bernard Shaw)

quinta-feira, 10 de março de 2011

O "meu" Piauí também tem seus Encantos!...



  Pedra da Tartaruga

Arco do Triunfo

Pedra do Elefante

Mirante

Pintura Rupestre
Parque Nacional de Sete Cidades

.....Você já esteve no Piauí? Se a resposta é sim, considere-se um viajante inveterado.

.....Estado litorâneo com a menor extensão de costa do Brasil, apenas 66Km, guarda belas surpresas em seu interior. Uma delas é o Parque Nacional de Sete Cidades, local que abriga formações rochosas de cerca de 190 milhões de anos e ricas inscrições rupestres.

.....O parque tem esse nome por causa dos diferentes grupos de rochas que, separados entre si parecem formar pequenas “cidades”. Cada uma delas tem suas cabeças de índio ou de Dom Pedro I, Tartaruga, Arco do Triunfo e o que mais sua imaginação possa “definir”.

.....Já as pinturas rupestres apresentadas na unidade têm cerca de 6000 anos e são conhecidas internacionalmente.

.....A viagem rumo ao Circuito das sete cidades começa em seu pequeno centro de visitantes, onde encontrará informações sobre o parque e um guia para acompanhá-lo (é possível fazer o trajeto à pé ou de carro). O calor é intenso parece brotar de todos os lados, portanto muita água, protetor solar, roupa leve, calçado confortável e chapéu ou boné são indispensáveis. Nós estivemos por lá em outubro, em pleno período de seca (que ocorre de julho a dezembro). Apesar das caminhadas serem relativamente curtas de uma cidade a outra, sol e calor resultaram em apreciação e vertigem! De janeiro a junho as cachoeiras estão mais cheias e o clima mais ameno.

.....O cenário de pedras aguçou o imaginário popular, de escritores e de estudiosos estrangeiros que criaram certas teorias sobre o local.

.....Para Erich von Däniken, autor de “Eram os deuses astronautas?” forças não-naturais construíram as Sete Cidades. A erosão agiu diferentemente em cada grupo de rochas e em algumas divisões há linhas retas em tinta vermelha. Seria o trabalho de um arquiteto intergalático querendo “(...) saber se a raça humana sabe dar o passo para evoluir ou se é pré-programada pra se destruir (...)”? (parafraseando a letra da música “O retorno do maia intergalático”, de Lulu Santos.).



Mirante com 82m de altura e uma bela visão do parque
 
.....As pinturas rupestres poderiam ser dos Vikings, segundo o pesquisador francês Jacques de Mahieu. Ele esteve no Brasil em 1974 e viu nas inscrições, semelhança com a escrita rúnica (o mais antigo alfabeto germânico). Von Däniken viu em algumas pinturas semelhança com a estrutura helicoidal do DNA. Difícil achar quem não vê!

.....Já o historiador austríaco, Ludwig Schwennhagen considera os fenícios os primeiros habitantes das Sete Cidades.

.....Em busca de novas rotas comerciais chegaram por aqui e fizeram do local cenário para cerimônias religiosas. Ele também acredita que a raça Tupi (que de acordo com Tupinambás e Tabajaras chegaram ao norte do Brasil, provenientes de um país que não existia mais) é remanescente do continente perdido de Atlântida. A idéia é reforçada pelo italiano Gabriele D’Annunzio (soldado, poeta, aventureiro e principal mentor da liturgia fascista que nascia após a I Guerra Mundial) que em uma viagem à Ica (no Peru) viu o que dizia ser o desenho do continente americano onde estão rotas oceânicas ligando Atlântida ao Delta do Parnaíba (oeste piauiense). O Sete Cidades está na porção nordeste do Piauí.
Onde ficar
De carro, moto ou bike
O parque nacional está a cerca de 200 km de distância de Teresina, capital do Estado. A partir dela siga pela BR-343 até Piripiri, onde encontrará 26Km de asfalto até a portaria do Sete Cidades.
Quem está viajando pela região do Delta do Parnaíba (PI), Lençóis Maranhenses (MA) e ou Jericoacoara (CE) também conta com expedições criadas pelas agências de receptivo local que têm o parque como um dos passeios.
De ônibus
Da rodoviária de Teresina partem ônibus para Piripiri (viações Barroso e Guanabara).
De Piripiri parte o ônibus com os funcionários do Ibama direto para o parque e você pode pegar uma carona. O ônibus sai às 7h diariamente, em frente a Praça da Bandeira.
Caso não pegue o ônibus há motos-táxi na cidade.

Silnei Laise /Mochila Brasil

E vamos às cidades imaginárias!

A visitação ao circuito das cidades não segue uma seqüência ordinal. A área aberta à visitação pública corresponde a cerca de 490 hectares, num percurso de 12 km. Abaixo alguns dos atrativos:

Primeira Cidade

Piscina dos Milagres - tem uma das nascentes do parque, que nunca deixou de jorrar, mesmo durante os anos mais difíceis de seca. Talvez daí o nome!
Pedra dos Canhões - parecem troncos de árvores petrificados.
Pedra da Gia - atrativo que lembra uma rã, com a boca aberta.
Banco de Praça, Pedra da Ema, da Cobra, Máquina de costura, entre outros também fazem parte da primeira cidade.

Segunda Cidade

Arco do Triunfo - apresenta forma que lembra o arco francês. É um dos pontos mais fotografados do parque.
Mirante - é o ponto mais alto do Sete Cidades, com 82m de altura. De lá é possível ter uma bela visão do parque.
Biblioteca – lembra um local com livros e papéis empilhados.
Pé do Gigante, Pedra do Falo, Soldado velho, Teatro de Arena, Morro das Oliveiras etc fazem parte deste circuito.

Terceira Cidade

Cabeça de Dom Pedro I – bastante fotografada lembra o perfil do rosto do imperador.
Três Reis Magos, Pedra do Beijo, do Segredo, do Pombo, Dedo de Deus, Cara do Diabo, Pedra de Nossa Senhora, Cavalo marinho etc estão na Terceira cidade; além do interessante Mapa do Brasil que “tem” até a divisão dos Estados.
Lá está também a Gruta do Estrangeiro, a maior do parque nacional.

Quarta Cidade

Também tem um Mapa do Brasil porém sem a divisão dos Estados (como na Terceira cidade). De um lado mostra o mapa do país e do outro o do Estado do Ceará.
Gruta do Catirina - onde morou José Catirina, o curandeiro das sete cidades, pinturas pré-históricas no Archete, Pedra Leão deitado, Cabeça de Águia , Dois Irmãos, Dois Lagartos etc estão neste circuito.

Quinta Cidade

Lá está a Pedra das Inscrições com belas pinturas pré-históricas, além da Furna do Índio, com inscrições que lembram rituais de caça. A Pedra do camelo, do Rei (de costas com seu manto e coroa) e da Casa do Guarda estão na quinta cidade imaginária.

Sexta Cidade

As pedras da Tartaruga (lembrando seu casco), do Elefante e do Cachorro são os destaques desta cidade.

Sétima Cidade

Acesso permitido somente com autorização do Ibama. Lá está uma reserva ecológica para preservação da fauna, flora e dos monumentos ricos em inscrições rupestres.
A gruta do Pajé tem muitas inscrições rupestres. Em cima dela há o Dragão Chinês.
E... no meio da paisagem rochosa do sertão semi-árido, surgem cachoeiras, como a do Riachão, piscinas naturais e olhos-d`água, como o dos Milagres! Pode não ser a Atlântida, mas é um pedacinho interessante escondido no interior do Brasil!



Todo o Parque é sinalizado com explicações de cada atração.


Onde comer e ficar
Piripiri e Piracuruca possuem hotéis e pousadas simples.
Dentro do parque nacional há o Parque Hotel Sete Cidades que conta também com restaurante. Telefones: (86) 3223-3366/2423 e (86) 9973-9683.
O hotel oferece área de camping.
Ao lado do parque há o Hotel Fazenda Sete Cidades que também tem restaurante e área de camping
Telefones: (86) 3232-3030/3996.

Serviços e telefones úteis
Rodoviária de Teresina – (86) 3218-1514.
Rodoviária de Piripiri – (86) 3276-2333.
Parque Nacional Sete Cidades – (86) 3343-1342. Abre diariamente das 8h às 17h.
Vitória
As conquistas são adquiridas através
De vitória,
Mas as vitórias são conseqüências
De atos corajosos.
A audácia é um ato ousado,
Mas nem toda ousadia é
Coragem.
Ser corajoso requer um
Pouco de inteligência, destreza, sagacidade
Finura, intrepidez ser um bravo.
E a tudo isso juntos chamamos de
VALOR!!!!!!!