quarta-feira, 30 de março de 2011

O AMOR PELA EDUCAÇÃO

Educar, para quê?

 Esta é uma pergunta muito bem feita ao mundo em que vivemos. É uma questão que nos coloca diante da necessidade de um projeto para a educação que queremos. 
Mas antes de qualquer coisa, também precisamos saber o que queremos, ou se queremos, alguma coisa. Porque se queremos, então, tem sentido fazer educação, pois sabemos para que educar. Portanto, perguntando o que eu quero para o meu tempo, posso responder, reflexivamente, eu quero a justiça no meu país, eu quero a paz, eu quero a cidadania construindo-se e sendo exercida, quero o respeito ao meu semelhante, à natureza, à vida; quero liberdade.
A educação é o lugar daqueles que acreditam em sentido para a vida. Por isso, fazer educação é construir no caminho que leva ao sentido. Só educamos porque aceitamos que a educação é necessária para a construção do espaço em aberto que somos nós mesmos.
O desafio que se coloca para nós é o da educação para a liberdade. Precisamos plantar sentido para viver, para que a educação mesma tenha sentido. Como fazer isso? Como despertar nas crianças e nos jovens a capacidade de se perguntarem pela vida, pela paz, pela justiça, pela beleza, pelo amor? Como prepará-los para a vivência da individualidade na universalidade, como ser indivíduo com o outro?

Custódio Luís Silva de Almeida

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